Hepatite

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Entrevista do Presidente da ABPH Humberto Silva no Programa do Jô

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Jô Soares
O Presidente da Associação Brasileira de Portadores de Hepatite Humberto Silva em entrevista ontem ao Programa do Jô da Rede Globo falou da importância de se diagnosticar as hepatites virais através da realização dos exames de detecção, além de alertar aos quase 6 milhões de pessoas que não sabem que são portadoras de algum tipo de hepatite.
Acompanhe abaixo a entrevista completa.

Acesso ao medicamento para Hepatite C é ampliado pelo Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde por meio do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais visando um melhor atendimento e a qualidade de vida dos portadores de hepatite C está realizando uma série de modificações e diretrizes para o tratamento na rede SUS (Sistema Único de Saúde).
A modificação no protocolo para tratamento da hepatite C possibilita a ampliação do uso do interferon peguilado, além de facilitar o acesso ao tratamento e alguns casos que não mais necessitarão da realização de biópsia prévia.
Com isso, na prática, a nova medida prevê maior agilidade para o médico indicar o prolongamento do tratamento com o interferon. Até então, esse prolongamento tinha que passar pela aprovação do Comitê Estadual de Hepatites Virais.
Agora o médico que acompanha o paciente  já pode prescrever a continuidade do tratamento, de acordo com os critérios estabelecidos no documento.
Atualmente no Brasil, existem cerca de 11.882 pessoas em tratamento. Com essa modificação na ampliação do uso do interferon peguilado para portadores de outros genótipos do vírus da hepatite C, serão beneficiados pelo menos mais 500 pacientes ainda este ano.
Com isso o Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais estima um aumento no impacto de cerca de 3,5% sobre os gastos atuais, que hoje estão em R$17,7 milhões com a medicação produzida por dois laboratórios privados.
Hoje um tratamento com duração de 48 semanas com o interferon peguilado chega a custar R$23 mil ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: www.aids.gov.br/pagina/hepatites-virais

Palestra esclarece dúvidas sobre hepatites virais em São Paulo

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O Hospital Edmundo Vasconcelos, localizado no bairro da Vila Clementino na capital paulista estará promovendo uma palestra gratuita sobre as hepatites virais no próximo dia 20 de julho, às 15 horas no Centro de Convenções  do próprio hospital.
A palestra contará com a médica Ligia Raquel Brito do próprio hospital, que estará esclarecendo dúvidas sobre os tipos de hepatites virais, seus sintomas, os tratamentos disponíveis e formas de transmissão.
As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelos telefones: (11) 5080-4127 ou 5080-4351. 


Fonte: Hospital Edmundo Vasconcelos

Hepatite oferece maior risco de transmissão do que o HIV

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 Segundo o médico infectologista e professor da Universidade de Brasília (UNB), Ricardo Marins, as hepatites são mais freqüentes do que o HIV - o vírus transmissor da AIDS. A cada 100 pessoas, 1,2 têm hepatite, enquanto pouco mais da metade, 0.6, tem o vírus HIV.

Existem épocas do ano em que cuidado deve ser redobrado. No carnaval, por exemplo, existe uma permissividade social que induz as pessoas à prática sexual, muitas vezes, sem nenhum cuidado. “O vírus da hepatite é um dos mais resistentes ao meio ambiente", afirma Marins.

O diretor da organização não-governamental (ONG) Saúde em Vida, que trabalha com portadores de hepatite, Christian Joseph Souza Carvalho, explica que outra forma comum de contrair o vírus é com o uso de drogas.

Medicação contra a Hepatite C volta a ser fornecida para treze pacientes

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A agonia para treze pacientes de Botucatu, interior de São Paulo acabou. Eles voltaram a receber o medicamento para tratamento da hepatite C – o Interferon. Agora eles poderão dar continuidade ao tratamento que foi interrompido pelo cumprimento pelo Estado da portaria  n° 34/2007 do Ministério da Saúde na qual só permitia a liberação da medicação por 48 semanas.

O governo do Estado voltou atrás na decisão após receber o relatório do hospital informando que esses pacientes com 48 semanas tratados teriam a necessidade de estender o tratamento até a 72ª semana. A Secretaria de Estado da saúde alegou que estava apenas cumprindo a portaria do Ministério da Saúde.

A situação desses treze pacientes foi noticiada no jornal da cidade que já mobilizou o grupo de apoio “C tem que saber C tem que curar”, uma organização não governamental e prestar apoio aos pacientes que, os procuraram. 

 

Nova portaria do Ministério da Saúde para o tratamento da Hepatite C

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Uma nova portaria do Ministério da Saúde referente ao tratamento da Hepatite C estará sendo publicado no próximo dia 28 de julho.

Essa portaria vai facilitar a vida de muitos pacientes que necessitam da continuidade do tratamento, que vem sendo negado pelas secretarias estaduais de saúde de alguns estados como São Paulo, e também para pacientes que ainda não iniciaram e que aguardam a autorização dos órgãos de saúde para essa liberação.
Entre as novidades estão a permissão que o médico prolongue o tratamento de 48 semanas para até 72 semanas, no caso de pacientes não respondedores e pacientes que respondam lentamente à medicação.
Outra mudança significativa é o fim da exigência de biópsia de fígado como critério para que o paciente tenha direito e acesso ao tratamento.
Hoje o paciente do Sistema Único de Saúde (SUS) pode demorar até um ano para conseguir fazer o procedimento.
 Fonte: JCNET

Portadores do vírus da Hepatite C têm tratamento interrompido

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 A denúncia feita no Bom dia Brasil da Rede Globo em cinco de julho.

 O SUS (Sistema Único de Saúde) garante o fornecimento do medicamento Interferon durante 48 semanas. Caso ele não fique curado nesse prazo, o fornecimento da medicação é suspenso.
Muitos pacientes têm o tratamento estendido até 72 semanas por serem considerados pacientes que respondam mais lentamente ao tratamento. Isso ocorre porque o vírus HCV possui diferentes genótipos.
Os pacientes com genótipo 1, o mais comum de aparecer é também o mais resistente a resposta ao tratamento. Esse genótipo é responsável por 70% dos casos de hepatite C no Brasil. Os outros genótipos, 2 e 3 são mais raros e mais fáceis de tratar por responderem melhor ao tratamento.
De acordo com o Ministério da Saúde, quatro milhões de pessoas no país são portadores da hepatite C, porém desse total, apenas onze mil pessoas recebem de graça o tratamento pelo SUS.
Os pacientes sofrem com o problema da interrupção do fornecimento do Interferon e denunciam descaso do poder público.
Muitos são obrigados a recorrerem a Justiça para terem garantidos o seu direito do término do tratamento, um dever do Estado e um direito constitucional de qualquer cidadão que necessite desse auxílio.

Café pode melhorar a resposta ao tratamento de Hepatite C

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Café pode melhorar a resposta ao tratamento da Hepatite C

Pacientes que receberam terapia da hepatite C que bebem três ou mais xícaras de café por dia têm maior probabilidade de responder ao tratamento em comparação com os abstêmios, segundo um estudo publicado na edição de junho da Revista Gastroenterology .

Sexta-feira, 17 de junho (HealthDay News) - Os pacientes que receberam tratamento da hepatite C que bebem três ou mais xícaras de café por dia têm maior probabilidade de responder ao tratamento em comparação com quem não toma café, segundo um estudo publicado na edição de junho de Gastroenterologia .

Neal Freedman D., Ph.D., MPH, do National Cancer Institute, em Rockville, Maryland, e colegas investigaram o efeito da ingestão de café em pacientes recebendo terapia para a hepatite C. A ingestão de café foi avaliada em 885 pacientes antes de serem re- tratados com 180 mg / semana peginterferon alfa-2a e 1000 a 1200 mg / dia de ribavirina. Soro hepatite C os níveis de vírus RNA foram avaliadas para indicar resposta virológica em 466 pacientes na semana 12 (resposta rápida), em 320 pacientes na semana 20, em 284 pacientes no final do tratamento (semana 48), e em 157 pacientes em 72 semanas (resposta sustentada).

Os investigadores descobriram que a a redução em logs foi siginificativamente diferente entre os que não tomavam café e os que tomavam três ou mais xícaras de café por dia (2,0 e 4,0 de redução, respectivamente). Em comparação com os que não tomavam café, aqueles que tomavam três ou mais xícaras de café por dia tinham uma probabilidade maior de uma resposta virológica (chances de , 2,0 para a resposta virológica precoce, 2,1 na semana 20, 2,4 no final do tratamento, e 1,8 para virológica sustentada resposta), após o ajuste para fatores de confusão.

"Alto nível de consumo de café (mais de três xícaras por dia) é um preditor independente de resposta virológica melhorada para as resposta ao  peginterferon e ribavirina em pacientes com hepatite C", escrevem os autores.

Um dos autores do estudo, revelou uma relação financeira com a indústria farmacêutica, incluindo Hoffmann-La Roche (agora Genentech), que parcialmente financiou o estudo.

Uma bomba viral prestes a explodir no SUS

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Artigo escrito por Carlos Varaldo, presidente do Grupo Otimismo

Carlo VaraldoNos últimos quatro anos o número de tratamentos para hepatite C no SUS ficou praticamente estagnado, atendendo uma media entre 10.000 e 11.000 pacientes a cada ano, número insignificante se considerarmos que para atender os aproximadamente 3,5 milhões de brasileiros infectados com hepatite C os quais se hipoteticamente fossem todos diagnosticados, pelo menos a metade deles apresentaria uma fibrose F2 e necessitariam tratamento imediato.

É urgentemente necessário se estabelecer uma estratégia de diagnostico e preparar uma infra-estrutura com capacidade de atendimento para tal demanda. Por exemplo, poderíamos calcular que seja possível nos próximos 10 anos diagnosticar a metade dos infectados com fibrose superior a F2, o que resultaria em aproximadamente 700.000 infectados e demandaria ao longo do tempo tratamento para 70.000 pacientes a cada ano.

Uma ação desse tipo nem deveria ser considerada da área da saúde e sim uma ação humanitária, pois evitaria conforme a historia natural da progressão da hepatite C a morte de aproximadamente 25% dos diagnosticados, representando 175.000 brasileiros salvos da morte.