Hepatite

Tratei e não me curei

Plaquetas baixas

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Eu me chamo Angélica e o meu marido Ronaldo que tem a doença. Ele tem 41 anos e descobriu ha 1 ano este vírus , ficamos meio desorientados pois não sabiamos nada sobre ela e comecei a olhar na internet mais fiquei muito apavorada com tudo que lia sobre o assunto e resolvi deixar por conta dos médicos . Pois bem ele foi a um gastro e começou fazer o uso de interferon e ribavirina mas quando iniciou o tratamento suas plaquetas estavam baixas mas dava para começar e ai com 3 meses de tratamento ela caiu mais teve que interromper. Ele ja tem 06 meses sem os remédios e agora que foi encaminhado para um hepatologista e ela repetiu todos os exames e no dia 05/08 ele recebeu o diagnóstico de cirrose e hipertensão portal com varizes  de esofago e com plaquetas baixas não pode fazer o uso da medicação. Nós estamos com medo e não sabemos se está certo esperar ou se tem algo para fazer com que as plaquetas subam.

Joana Angélica Pereira de Oliveira
Vila Velha - ES

Lutando contra o vírus

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Em julho deste ano, fazem 03 anos que descobri que estou com Hepatite C. Vou contar como descobri a doença.
Eu tenho síndrome do pânico há 20 anos, controlo minha ansiedade com remédios, ( claro juntamente com psiquiatra), pois se tornou crônica e há 3 anos atrás tinha dores nas pernas horríveis. Levantava da cama as dores passavam, deitava as dores voltavam, um inquietação terrível. Começei a pesquisar o que poderia ser e como já tenho quadro de ansiedade, achei que estava com a síndrome das pernas inquietas, mas antes de ligar para o meu psiquiatra achei melhor ir num clinico geral, para ver se não era uma outra coisa. Nesse dia, minhas pernas me incomodavam muito, só que era feriado em Bariri e não tinha médico disponivel para me atender. No desespero, peguei a lista telefônica e na ciadade de Bauru, consegui marcar uma reumatologista para o mesmo dia. Apesar de não conhecer a médica, foi pelo desespero mesmo, não tinha noção que havia me deparado com um anjo de Deus, que me passou vários exames, inclusive o HCV. Quando recebi os resultados dos exames, tinha dado positivo a hepatite C. Quando olhei achei esquisito, até achei que não procedia pois nunca havia feito transfusão de sangue e minha vida sempre foi muito regrada, uma surpresa e tanto, mas a médica havia me confirmado a doença. Fiquei meia ressabiada, mas não apavorada, pois não tinha noção da gravidade da doença. Ela me indicou um especialista e fui ver a tal da Hepatite C. A respeito das dores nas pernas ela também não chegou a conclusão nenhuma, poderia ser da doença como um quadro de ansiedade mais forte. Bom , voltando, a infectologista pediu a confirmação do resultado da Hepatite C, carga viral e depois de confirmado a biópsia do fígado. Minha doença estava no inicio F1 - Genótipo 1. Apesar de estar no F1, a médica achou melhor eu entrar no tratamento com Interferon peguilado e Ribavirina. Tomei o medicamento por dois meses e não negativou. Passei muito mau, tinha dores no corpo, cabeça e um cansaço absurdo. como não negativou, suspendi o tratamento e mudei de médico, pois ela queria que eu fizesse novamente o tratamento, mas com outra marca do interferon peguilado. Diante disso resolvi pedir opinião para outro especialista, onde estou fazendo o controle até hoje. Ele tem outra conduta e achou que não adiantava insistir, já que não havia negativado, só iria prolongar meu sofrimento. Fiquei muito mau, quando descobri que estava com essa doença, mas o meu médico pediu para que eu vivesse minha vida sem terrorismo, porque o importante é que havia descoberto e que a doença estava bem no começo e controlada. Faço meu controle a cada seis meses, no geral meus exames estão muito bons, só que a doença existe e fico apreensiva se isso pode ir para frente ou não. Dizem que essa doença é assintomatica, mas tenho muitas dores musculares e cansaço, o médico disse que pode ou não ser da doença. Minha família me apoia muito, pois acho que sem eles não conseguiria enfrentar o tratamento sozinha.
Hoje aprendi a conviver com a doença, não tenho vergonha de dizer que a tenho e alerto as pessoas a respeito. Não entendo porque os médicos , quando vão pedir um chek-up, não pedem os exames das hepatites A, B e C, já que é uma doença silensiosa e pode se tornar grave ao longo do tempo. Adorava tomar uma cervejinha, mas parei para não agravar a doença e estou fazendo yoga, pois se antes de descobrir-la já era ansiosa, imagina agora. Trabalho fora e não posso ficar pensando em coisas que não sei se vai acontecer ou não, tenho dois filhos na faculdade e um marido carinhoso e atencioso, enfim uma família que eu amo muito e quero viver, para poder estar sempre perto deles, por isso vou acreditar no meu médico e seguir as suas orientações sem criar pensamentos terroristas. Estou animada com o medicamento novo, mas ainda não conversei com o meu médico a respeito, o meu retorno é somente no final do ano. Deixo aqui minha experiência com a Hepatie C , espero que seja positiva para as pessoas que também tenham a doença.

Tata
Bariri - SP
 

Rumo ao transplante

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Fiz um tatamento com o medicamento URSACOL,e segundo a minha médica,foi o que segurou até agora,só que estou com um amarelo na pele e,segundo ela (medica) tenho que ir para transplante,só que não confio nesta informaçao. Portanto quem puder ajudar-me falando a verdade para que eu possa lutar com esperança de melhora .DEUS ABENÇOE A TODOS NOS.

Aldo Donizette da Silva
Jacareí - SP 

Curtindo a vida com o HCV

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Descobri ser portadora (em 2000) ao tentar fazer uma doação de sanque. Foi um susto porque o meu conhecimento sobre a doença era mínimo. Então busquei informações e no inicio de 2001 iniciei o tratamento. Como sempre fui saudável e sempre evitei uso de medicamentos procurando tratamentos alternativos para meus pequenos males, tive todos os efeitos colaterais possiveis, Infelizmente a competencia profissional do meu médico estava distante do seu lado humano, que era muito deficiente Na mesma época, meu marido descobriu um cancer no intestino, foi operado, fez quimio e teve um grande apoio psicologico, que tambem me ajudou bastante. Graças a isso e tambem ao apoio dos familiares e amigos, fui sendo orientada a fazer acupultura, cuidados alimentares, etc. e tambem mudei de médico, que foi muito bom. O tratamento não deu resultado e reiniciei em 2003, mas tambem não zerei o virus. Atualmente faço acompanhamento médico, procuro me cuidar e divulgo meus conhecimentos sempre que possivel. Distribuo equipamentos de manicure para familiares e amigos. Estou ótima, curtindo a vida com alegria e gostaria de poder ajudar outros portadores.

Lucila Eny Banzato Freire
São Paulo - SP